
“Uma luz veio em minha direção, uma luz tão forte que fez com que eu fugisse um pouco da realidade, e no mesmo instante parecia que eu já a conhecia de algum outro lugar...”
_Senhorita Laura acorde, sua mãe disse pra você tomar seu café da manhã rápido, pois precisa da sua ajuda para os preparativos pra grande festa de Natal._ disse uma das empregadas da casa.
Laura, ainda com os olhos fechados, puxou o edredom até que cobrisse os olhos, pois Anita ( a empregada), estava abrindo todas as janelas do imenso quarto, com decoração luxuosa, com tudo o que uma adolescente de 16 anos adoraria ter. Laura, depois de ser vencida pelos gritos de Anita, resolveu abrir os olhos, e disse:
_ Minha mãe nunca pede meus conselhos pras festas, fica ausente a semana toda, e logo hoje, na véspera de Natal faz você me acordar a essa hora? Só pode ser brincadeira.
A mãe de Laura se chama Ingrid Castevlan, ela é uma grande estilista, e têm sua própria grife de roupas. Para conseguir cuidar de sua marca e obter cada vez mais adeptos as suas roupas de estilo, ela era muito ausente, só ficava em casa nos finais de semana, pois estava sempre indo a grandes desfiles, e consequentemente era muito ausente na vida de Laura. O pai de Laura havia falecido há alguns meses, e mesmo com esse drama para Laura, a Sra. Castevlan parecia não se importar muito com sua filha, e toda noite afogava as memórias de seu péssimo casamento em uma garrafa de vinho seco.
Apesar da rebeldia de Laura com sua Mãe, ela a admirava muito, e a defendia com unhas e dentes quando a insultavam no colégio, ou quando ressaltavam a frieza com que mantinha um relacionamento com a sua própria filha. Laura tinha puxado os cabelos lisos e loiros da mãe, além dos belos olhos cor de esmeralda, que brilhavam intensamente quando postos a luz.
Laura levantou da cama, trocou de roupa, deu uma arrumada no cabelo, que mesmo desarrumado revelava uma imensa beleza, e andou pelo corredor até chegar a escada principal que dava para a luxuosa sala de estar. A Sra. Castevlan estava a sua espera, sentada em um imenso sofá branco, com uma xícara de café expresso, e quando viu sua filha descendo as escadas, deixou o mesmo na mesa de centro e foi de encontro a ela:
_ Querida, como você está?
Laura deu um abraço na mãe e respondeu:
_ Poderia estar melhor né.... Você ficou ausente a semana toda, e só fazem 2 meses que o papai morreu , e..
_ Quantas vezes vamos ter que falar nesse assunto?_ (Interrompeu Ingrid)_Você sabe que eu estou fora para conseguir um futuro ainda melhor pra você, e mesmo assim age como se o que faço está errado no código das boas mães.
Ingrid sempre arranjava uma desculpa quando Laura a interrogava sobre sua ausência, e sempre conseguia fazer com que ela a desculpasse. Era quase impossível pra ela olhar pra Laura, pois no mesmo instante se lembrava do seu marido, Antoni Castevlan, e ainda sentia um vazio imenso referente a sua dramática morte.
_ Tá bom, não vamos brigar mamãe, hoje é véspera de Natal e....
_Falando nisso _Interrompeu Ingrid_ hoje o nosso dia vai ser super corrido, pois vamos dar uma festa de Natal que todos vão se lembrar pra sempre aqui na nossa casa, e você pode chamar quem você quiser. Enquanto você toma seu café da manhã, quero que de uma olhada nesses catálogos de decoração natalina, e escolha alguns..
Laura se dirigiu para a cozinha, e enquanto dava umas mordidas em umas rosquinhas e bebericava um copo de achocolatado, olhava uma dúzia de catálogos que sua mãe a entregou. Escolheu algumas coisas e deixou os catálogos em cima do sofá e foi pro seu quarto. Quando chegou se lembrou que sua mãe a deixou convidar quem ela quisesse para a grande festa de Natal dos Castevlan. Resolveu chamar sua melhor amiga, Lívia Sanches, e logo pegou seu notebook Pink e entrou no MSN, para ver se sua amiga estava online. Lívia estava online, e Laura logo chamou conversa com ela.
Laura: Amigaaa, tudo bem?
Lívia: Oii, tudo sim e vc?
Laura: estou ótima, apesar de ter acordado cedo por causa da louca da minha mãe.
Lívia: Ela já chegou da semana de moda?
Laura: Sim, chegou hoje de manhã. Hoje vamos dar uma bela festa de Natal aqui em casa, está afim de vir aqui?
Lívia: Claro, qualquer coisa é melhor do que ter que passar o Natal com minha família. Você acredita que está vindo pra cá todos aqueles parentes chatos? Minha presença na sua festa está confirmada.
Laura: RS, então até a noite. Beijos.
Pelo menos a festa não seria tão chata se sua amiga estivesse com ela. As festas da família Castevlan eram reconhecidas por toda a elite de São Paulo, e a sua lista de convidados era ainda mais extravagante. Nela só constavam nomes das pessoas mais famosas e com a mais alta conta bancária da Cidade. E também chamava muita atenção de possíveis penetras, por isso nesses eventos a casa era bem guardada por diversos seguranças, e não adiantava ser o rei ou rainha da cocada preta, se seu nome não está na lista, nem compareça ao portão central com a intenção de se embebedar a noite inteira.
Laura desligou o computador, e no mesmo instante lembrou-se de um costume que ela e o pai tinham toda véspera de Natal: dar uma passada na Igreja e agradecer por poderem estar passando mais um natal juntos.
Então ela desceu novamente a grande escadaria e já estava saindo de casa quando sua mãe a gritou:
_Laura, onde você pensa que vai?
Estou indo a Igreja, todo ano eu e papai dávamos uma passada lá.
_Tudo bem, mas não vá a pé, chame o motorista ou pegue um taxi!
Laura acenou com a cabeça e saiu correndo pela porta. Josias, o motorista da família estava no jardim, e quando avistou Laura, logo disse:
_ Pra onde vamos Srta Laura?
Laura adorava o Sr Josias. Ele já era velho, mais ou menos uns 60 anos, mas mesmo com a sua aposentadoria garantida, dizia que não conseguia ficar sem trabalhar por um dia sequer. Josias sempre era o cúmplice de Laura em todos os seus planos infalíveis, e os dois eram , apesar do grande respeito diante da diferença de idade , grandes amigos. Laura com um olhar de bondade disse:
_ Você poderia me levar a Igreja de São Pedro? Não queria te incomodar na véspera de Natal Josi. ( Josi era o apelido carinhoso que Laura tinha dado a Josias)
Sr Josias deu uma risada leve e disse:
_ Não será nenhum incomodo Srta Laura.
Ele abriu a porta da linda e negra limusine, e rapidamente Laura entrou no carro e sentou-se. Depois de alguns instantes, estavam passeando pelo belo bairro, com grandes casarões e belas praças, tudo muito decorado com fitas nos tons verdes e vermelhos e pisca-pisca. ( logicamente apagados, pois ainda eram 2 da tarde).
Depois de poucos minutos, eles chegaram a grande e antiga Igreja de São Pedro. Josias ficou esperando do lado de fora, enquanto Laura entrou. A igreja estava vazia, e tinha certo ar de pureza no ar. A mesma era em formato de cruz: duas fileiras de bancos que formavam o corredor por onde o padre ou celebrante entravam com os seus auxiliares, logo em frente um altar formando a parte superior da cruz e dos lados do altar mais dois corredores, um do lado direito e outro do lado esquerdo.
Laura entrou pelo imenso corredor, e sentia uma felicidade imensa por estar lá, e não sabia por que isso estava acontecendo. Na verdade, pensou que ficaria triste por estar realizando um costume que era somente dela e do seu falecido pai, mas estava tão feliz que seu coração estava totalmente aberto, e sua mente também, registrando todas aquelas pinturas de cenas bíblicas pintadas nas paredes e no teto da Igreja.
Quando Laura chegou perto do altar, uma coisa aconteceu. A igreja em volta, ainda mais silenciosa, se apagou na escuridão. Agora seus olhos só conseguiam enxergar o altar por causa de uma luz tão intensa que pairava sobre sua cabeça. Ela tentou olhar para a luz, mas ela era tão forte que seus olhos quase se fechavam de tanta luminosidade, e ela sentia que a luz a amava tanto, que era impossível gritar por socorro ou fugir dali: Era como se a luz estivesse a seduzindo.
Depois de muito esforço pra enxergar ela conseguiu dar uma espiada de leve, e ficou espantada com o que viu. Não era apenas um foco de luz surgindo de alguma fenda do teto velho da Igreja, e sim um ser, era um ser tão lindo, não apenas pela sua beleza, e sim pela pureza que ele trazia nos olhos. Laura só conseguiu ver o rosto do ser, e ainda não conseguia distinguir o sexo do mesmo, e quando tentou olhar para a luz novamente seus olhos fecharam, e depois de um segundo, tudo tinha voltado ao normal. Quando olhou novamente, a Luz já tinha desaparecido, e por incrível que pareça, Laura não estava assustada ou com medo, e sim apaixonada e em um estado de êxtase por sentir a pureza daquele ser.
Quando saiu da Igreja, Josias estava a sua espera. Josias logo notou algo diferente nos olhos e expressão facial de Laura e foi logo dizendo:
_ Aconteceu alguma coisa Srta Laura?
_Josias.._ Disse Laura ainda em um estado de extrema felicidade_ Aconteceu sim, uma coisa que eu nem consigo explicar direito, uma luz veio em minha direção, uma luz tão forte que fez com que eu fugisse um pouco da realidade, e no mesmo instante parecia que eu já a conhecia de algum outro lugar.. Não consigo entender, não estou assustada, estou confusa...
Josias deu um enorme sorriso, de orelha a orelha, e disse:
_ Minha Pequena Laura, você não sabe o quanto eu esperei por esse momento. Você acaba de encontrar o que para os religiosos são chamados de Anjos de Guarda, mas para nós : Seres de Luz.
Laura ficou ainda mais confusa, não fazia idéia do que está acontecendo, mas pelo sorriso de Josias, suspeitava que ele tivesse trabalhado pra sua mãe por todos esses anos a espera daquele momento.
_ Seres de Luz?_ Laura indagou_ não entendo...
_Bom, você vai entender tudo no tempo certo. Você tem um dom que muitas pessoas adorariam ter. Mas ao mesmo tempo carrega uma grande responsabilidade nos ombros minha pequena. É chegada a hora da batalha entre luz e trevas se iniciar novamente, e dessa vez, o futuro está em suas mãos.
Laura confusa disse:
_ O que você está falando Josi, está me deixando com medo...
Josias sorriu:
_Calma , não precisa ter medo, você é a escolhida minha filha, assim como o resto de nós, os Iluminados. Vou te levar pra casa, amanha vou reunir o conselho pra avisar que o dia da batalha está próximo. Só mais uma coisa... Não conte nada do que você viu hoje e sobre o que eu te falei pra ninguém.
Laura entrou no carro. Não tinha palavras. Minutos antes quando viu o seu suposto ser de luz estava maravilhada, mas agora estava confusa e amedrontada, e durante todo o caminho de volta não disse uma só palavra, apenas ficou remoendo as palavras que o Sr. Josias disse: Seres de Luz, Anjos de Guarda, Dom, TREVAS...
Quando chegaram, Josias abriu a porta da casa e disse:
_ Agora que você teve a sua iniciação nesse mundo, algumas coisas “estranhas” podem acontecer, quero que me mantenha informado de tudo, e principalmente tome cuidado.
Laura respondeu aflita:
_ Eu estou muito confusa, você não me explicou o que está acontecendo, e coisas estranhas, como assim?
_ Apenas confie em mim_ disse Josias_ Amanha você saberá de tudo.
Laura entrou em casa, estava muito pensativa, foi direto pro seu quarto e ficou lá lembrando tudo o que havia acontecido. Deitou-se na sua cama, lembrando daquela luz que pairava sobre sua cabeça na velha igreja, e minutos depois adormeceu e começou a sonhar.
_Laura, você é a escolhida,_ Uma voz disse em seu sonho_ Somos uma só pessoa, confie em mim e a verdade se revelará...
_Estou confusa, porque eu sou escolhida, sou uma pessoa normal, e quem é você?
_Apenas abra sua mente, e em breve vou poder me revelar pra você, mas para isso acontecer você não pode ter medo, não tenha medo, aqui dentro posso sentir seu coração valente, sei que você é digna.
_Não estou com medo, esperarei por você....
_Laura, Laura...
_Laura! Laura, acorde_ Disse Anita_ já são 5 da tarde, você precisa se arrumar para a festa da Sr.Ingrid.
Laura acordou agora mais calma... Tinha sido só um sonho, mas mesmo assim foi tão real. Laura foi tomar banho. Encheu a Banheira branca, e mergulhou naquela água morna por minutos. Saiu do banho e foi se trocar. Dentro do guarda roupa tinha um vestido lindo lilás, e preso em um alfinete tinha um recado: Filha quero que use este na noite de hoje. Ass. Ingrid.
Sua mãe adorava que Laura usasse os vestidos desenhados por ela, mas Laura também adorava surpreender sua mãe vestindo outro vestido, só para desobedecê-la. Mas não hoje. O dia havia sido digamos que anormal, não é todo dia que você descobre ser uma espécie de aberração. Sim, aberração era agora como Laura estava se auto qualificando.
Depois de colocar o vestido penteou os cabelos loiros e os prendeu com uma fita roxa. Espirrou um pouco do perfume que mais gostava, e no mesmo instante seus olhos se encheram de lágrimas, pois se lembrou que aquele perfume tinha sido presente de aniversário de seu pai. Onde ele estaria agora? Isso não importava, ela sabia onde queria que ele estivesse, e esse lugar era ao seu lado. Talvez estivesse, mas a dor de não se poder ver mais alguém que tanto amava era quase insuportável.
Bateram na porta. Laura foi abrir e deu um enorme sorriso, era sua amiga Lívia.
_ Amiga como você está Linda, mas que cara é essa? _ disse Lívia.
Laura queria muito contar tudo o que tinha acontecido naquele dia, afinal Lívia era sua melhor amiga, e contava tudo pra ela, mas Josias disse para não contar a ninguém, e ela obedeceu.
_ Nada de mais_ disfarçou Laura_ Só não estou me sentindo bem nesse vestido.
_ Imagina, você está linda!_ Disse Lívia dando um enorme sorriso.
O sorriso de Lívia era encantador. Aqueles belos cachos negros só melhoravam e emolduravam aquele rosto que parecia uma bela obra de arte: pele clara, muito clara, chegava a ser pálida, e todo o destaque ia pro seu lindo par de olhos azuis. Lívia estava vestindo um vestido vermelho com sandálias douradas. Detalhe, o vestido era também desenhado pela Sra. Ingrid Castlevan. Lívia era a sua fã de carteirinha, era encantada pela mãe de Laura, sempre queria saber sobre suas viagens ao exterior e sobre os novos modelos que ela havia desenhado, bem o contrário da empolgação de Laura, ela não era muito fã do mundo da moda.
As duas desceram a grande escadaria que dava pra sala de estar. Os primeiros convidados já estavam chegando. A decoração de toda a casa estava deslumbrante e bem no meio da sala havia uma enorme árvore de Natal. A Sra. Ingrid estava perto da grande porta de entrada recepcionando os ilustres convidados. Estava vestindo um modelo exclusivo da sua próxima coleção: Um vestido branco longo, que deixava as costas expostas e era todo trabalhado à mão. Ela veio na direção das garotas e disse:
_ Lívia minha querida, se importa se eu roubar a Laura de você por alguns instantes? Têm algumas pessoas que querem conhecê-la.
_Pode roubar sim Sra. Castevlan! _ Lívia nunca recusaria um pedido dela.
Ingrid pegou nas mãos de Laura e a estava conduzindo para a sala de estar.
_Onde você está me levando mãe?_perguntou Laura.
Ingrid disse:
_ Um dos meus sócios, Sr. Eduardo Montell quer te conhecer e...
_ Mamãe eu não quero me meter nos seus assuntos, você sabe muito bem disso_ Interrompeu Laura.
_ Tente ser educada pelo menos dessa vez, ele é um sócio muito importante, e depois da morte de seu pai, nosso círculo de amizades influentes diminuiu muito.
_Agora você quer colocar a culpa no papai, não estou acreditando nisso..._ Laura largou a mão da mãe, mas mesmo assim seguiu a mesma.
Chegando a uma sala ao lado onde se encontrava uma lareira, havia um senhor aparentemente em seus 45 anos, com um smoking negro, Alguns cabelos grisalhos já estavam á vista, e tinha uma caixa de presente em suas mãos.
_ Então essa é a sua filha Ingrid, linda como a mãe_ disse o homem com um sorriso amarelo.
_ Ah Eduardo, _ respondeu Ingrid_ Laura tem uma beleza muito mais linda e jovem que a minha, sim, essa é minha filha. Diga oi para o Sr. Eduardo Laura.
Laura cumprimentou o Sr, e olhou nos olhos dele. No mesmo instante algumas palavras vieram a sua cabeça como uma ordem: Não confie nele!
_ Eu lhe trouxe um presente, Feliz Natal!_ o homem novamente sorriu_ Ingrid, se importa de buscar alguma bebida pra mim?
Se fosse algum convidado normal, ela logo chamaria um dos garçons para servi-lo, mas como se tratava de um sócio muito importante ela mesma foi buscar o drink.
Eduardo certificou-se de que não tinha ninguém por perto e disse:
_ Eu sei que você descobriu uma coisa hoje, e também sei das mentiras que contaram pra você, ou você acha que uma garota riquinha seria dona de um dom tão incrível?
Laura recuou, estava muito nervosa, mas ela era mestre em desmentir coisas:
_ Eu não sei do que o senhor está falando, desculpe.
_ Não se faça de idiota_ respondeu o homem com um ar maligno_ Aquele velho está mentindo pra você. E mesmo se for verdade, você acha que pode se meter com o poder das Sombras? Ri da cara de meus companheiros quando falaram que você era a escolhida, posso sentir a presença de algum poder em você, mas não é suficiente, é inútil... mas sabe o que dizem, as vezes é melhor acabar com o mal pela raiz!!
De repente as portas e janelas do aposento se fecharam, batendo muito forte, mas o som da festa estava muito alto, sendo que ninguém percebeu o que tinha acontecido. O Sr. Eduardo agarrou o Pescoço de Laura, a enforcando, e a garota não conseguia reagir, estava perdendo o ar. Quando olhou pra cima, viu o rosto de Eduardo, expressava uma raiva terrível, e reparou que de suas costas haviam saído enormes asas negras. Laura se rebatia, tentava se soltar, mas Eduardo conseguiu imobilizar a garota no chão. Laura então falou para si mesma com toda a força que ainda lhe restava:
_ Me ajude Ser de Luz!
Rapidamente uma luz intensa saiu de Laura, e luz parecia estar dançando no ar, se juntando partícula com partícula, formando uma enorme mulher com asas, tão iluminada que logo cegou Eduardo, forçando-o a largar a menina no chão. Laura estava muito fraca, e se esforçou bastante para se afastar engatinhando até uma parede próxima. A mulher de asas iluminadas pulou contra o homem, agarrando , socando-o tão rapidamente que Eduardo não conseguia se defender, foi pego totalmente de surpresa. Então ela se colocou no ar enforcando o Homem e o rodando no alto da sala. Laura acompanhava tudo de perto, mas muito debilitada. O homem estava perdendo o fôlego. Então a mulher o lançou contra a parede oposta na qual estava Laura e disse: _ Nunca mais ouse tocar nela!
O homem se levantou, as asas negras já não estavam mais em suas costas, e saiu correndo pela porta que dava para a sala de estar. Laura olhou para a mulher a sua frente, e ainda muito fraca disse um Obrigada e desmaiou no chão.